Às vezes o amor não é suficiente. E a estrada fica dificil e eu não sei porquê. Aqui.
E de repente vem você me trazendo um ar novo com o gosto do que já foi. E ai, não fomos. Eu acredito que o que tem de ser, tem muita força. Ninguém
precisa se assustar com a distância, os afastamentos que acontecem. Tudo
volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de
voltar, voltam quando é pra ser. Acontece que entre o ainda-não-é-hora e
nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Se eu me perder de você, me encontra dentro dessa saudade? Eu vivo tropeçando em tantas
lembranças do que não foi. Ninguém entende, eu sei. É que foi o maior
striptease que eu fiz aqui. Não tirei luvas, meias, sutiãs. Tirei a minha
alma pra fora, entende? A sensação é difícil de descrever. Sabe aquele
frio na barriga quando você está numa montanha-russa descendo
em queda livre? Era mais ou menos assim que eu me sentia quando
estávamos juntos. Só que é triste, muito triste, quando uma pessoa não sabe o que fazer com esse frio na barriga e decide esfriar também o coração. E
vez ou outra, quase que todos os dias, eu me pergunto como é que esse
amor foi desaparecer sem deixar pista, rastro, feito um crime perfeito. 'Mas tudo volta'. Tudo volta'. Volta, não volta? (Respirando fundo). É
que ninguém me sentiu como ele. E ninguém me fez sentir como ele. E
se... se você não fosse tão ele, talvez eu fosse mais sua.
'Diz pra ele que a solidão só anda doce porque eu ainda penso nele.'
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