Os meus melhores beijos serão seus. Aqui.
'Nós vamos nos ver, nós vamos conversar, sair juntos, provavelmente nos tocar - e de repente tudo pode realmente ser. Ou não.' E eu que não desato esse laço. Que de tão apertado, parece forca. Hoje eu lembrei de você e senti a sua falta. Aquela saudade que dói um pouquinho o tempo todo, sabe? Mas eu abri sorrisos. É como se eu falasse baixinho: 'Se você esquecer o que você significa pra mim. Todos os dias eu vou te lembrar.' Eu não deveria, eu sei. A gente entende que saudade, além de não se traduzir, também não se cobra. E que presença e importância não se impõe. Mas é que tudo o que nos invadiu com intensidade não passa. Fica. Acomoda-se dentro da gente e, de vez em quando, cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência. Eu sei que foi melhor. Já não dói. E no fundo eu sei que a gente perde apenas aquilo que tem que ser perdido. E é bom que perca logo - porque quanto mais tempo ficar, mais forte aquilo se torna. Eu não queria voltar no assunto, mas dói muito saber que definitivamente você está sumindo da minha vida. De repente alguém chamou a minha atenção. É que ultimamente eu preciso estar firmemente pousada sobre algo – ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro, entende? Eu quero você, quero mesmo, mas também quero calma, segurança e pensamentos leves. Eu não quero deixar de sentir. Só que segurar todos esses 'eu quero' sozinha anda cada vez mais dificil. É pesado. E triste.
'Eu tenho medos bobos e coragens absurdas. Eu sei.'
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