Aquele sonzinho. Aqui.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Ai eu me deparei com essas palavras vindo de um deles pra mim. Eu abri aquele sorriso louco: 'Ela é tagarela demais – e boa coisa não é se ela começar a ficar quieta. Aquieta o rosto no colo dela e deixa uma barbinha rala pra ela sentir cócegas. Ah, você faz bem em levar dois edredons pra cama porque senão corre o risco de passar frio. Ela é meio egoísta durante o sono. Diz pra ela que eu sinto falta das conchinhas e que até parei de reclamar da dor nos braços. Tem algo de solitário nela. Mas ela sempre tirou o meu sono. Antes de um jeito. Agora de outro. Eu devia ter ficado lá. Ou voltado e procurado ela para conversar, escutar por que as coisas não podem ser do meu jeito. Ah, se ela levasse mais a sério o que eu não digo.'
'Você fica quieto. Enquanto acontece uma guerra dentro de você.'
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