segunda-feira, 1 de julho de 2013

:.Tchau:.


Sem Mais. Tchau. Aqui.

Pensei em sumir. Desaparecer. Despistar. Fingir. Só que eu não vou. Vou me esforçar e acreditar que tudo vai ficar bem. A esperança nos mantém fortes, certo? A fé nos faz andar para a frente, certo? Então tá certo. Ficamos combinados dessa forma. Não espere poesia, linhas bem feitas, palavras bonitas. Simplesmente não posso. Agora não. Não sou de ferro. E está doendo. Sempre adiei o dia perfeito para te deixar ir. Esse dia chegou. Destranquei portas e janelas aqui de dentro de mim. Pode ir. Não cabe mais esse silêncio gritante dentro do peito. A sua ausência ficou pequena depois de todo desprezo. Cansei. Eu ainda sinto saudade. Mas não vou esperar nem (des)esperar. Deixa que depois tudo se ajeita. Quer dizer, é nisso que eu passei a acreditar. Que tudo, por alguma razão, de alguma forma, se ajeita. Isto me faz crer que um dia a saudade vai aquietar, vai arrumar um cantinho pra si e encaixar perfeitamente na grandeza dos outros sentimentos. E vai sumir, como num passe de mágica. Sem esforços, sem falsas vontades e raivas teatrais. Como a chama de uma vela: não vai a lugar nenhum, simplesmente se consome, se autodestrói e apaga. A realidade agora é que a vida segue. Sem você.


'Viver se iludindo é a mesma coisa que tentar dormir o dia inteiro. Não adianta, uma hora você acorda.'

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